
19º- Encontro - Dia 11/09/2008
Que dia! Se existiu mesmo na História do Brasil o dia do" fico", hoje gostaria de compartilhar o dia do" chega". Pela primeira vez após sete meses de mudança de endereço e de vida, tive que fazer minha linguagem deixar de ser solitária e passar a ser compartilhada. Hoje poderia dizer que voltei , não só para o curso, mas de um grande pesadelo ao qual estava debruçada... sem poder falar e sem poder gritar. Ah ! Se eu pudesse gritar...O encontro para falar sobre reforma ortográfica caiu como uma válvula de escape para mim. Talvez a reflexão postada hoje seja a forma que encontrei para falar da minha indignação em relação a falta de critérios e respeito com os profissionais que são Contrato Temporário no GDF. Hoje dei um um grito de libertação e gostaria de que tudo isso servisse como um ruído para o despertar. Talvez retomar sonhos possíveis como; acreditar na transformação do ser humano como sujeito de transformação. Talvez seja utópico, mas ainda sou assim. Creio que as escolas necessitam de profissionais que sejam capazes de pensar, de agir e crescer, sendo respeitando para serem respeitados. Quando falo que a linguagem ainda é solitária é porque acredito mesmo que a cada dia fica mais difícil falar com meia dúzia de profissionais que tratam a educação como o quintal de suas casas. O que deixa-me aliviada e feliz é o fato de ter encontrado apenas meia dúzia que ainda pensam e agem assim... Penso que a reforma precisa passar ainda pela vida de muitos profissionais . Cury (2003) coloca a afetividade como fator primeiro a ser conquistado. Daí no dia do chega começamos a refletir sobre a reforma ortográfica e a nossa atuação diante desta nova realidade. De fato a reforma deve começar pela sala de aula, porém nós temos de fato muitas preocupações devido ao fato de nossos alunos terem tão inseridos as diversas formas de escrever. Algumas mudanças como as listadas abaixo vão acontecer e hoje refletimos sobre nossa nova postura e estudo acerca dos conteúdos propostos abaixo.
edição do dia 30/09/2008
o verbo “pára”, por exemplo, da preposição “para” também vai ser excluído. O hífen vai sumir em alguns casos, como “autoescola” e “semiaberto”, que viram palavras simples. As letras k, y e w, consideradas “estrangeiras”, passam a fazer parte de nosso alfabeto. As mudanças atendem a uma tentativa de unificar a língua portuguesa no mundo. “Eu acho isso possível e necessário para que a língua portuguesa seja, do ponto de vista internacional, adotada na ONU. Isso é estrategicamente importante para o nosso país e acho que nós vamos alcançar”, afirma o escritor e imortal Arnaldo Niskier. “Pessoalmente, eu sou contra. Acho que a língua, como a fotografia, é feita pelo povo. Não adianta o governo disciplinar”, defende o escritor e imortal Carlos Heitor Cony. O governo já decidiu o prazo para as mudanças, mas e dentro das salas de aula? Será que os professores vão ser rigorosos? “Tem que ser flexível, tolerante e um pouco compreensivo no início. Depois, no segundo momento, vem o rigor”, afirma o professor Jefferson Palmieri.
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As mudanças já chegaram. “Basicamente, são mudanças ortográficas nos acentos, grafia, hífen, trema e alfabeto”, ensina o professor. Foram anos de estudo e de esforço para decorar as regras do português. Os dedicados alunos do segundo ano de uma escola estadual no Rio reclamam. “Vou estudar tudo novamente”, afirma uma aluna. “Vai ser muito estranho para poder acostumar”, diz outra jovem. O acordo ortográfico fechado entre os países de língua portuguesa já tem data para entrar em vigor no Brasil: começa a valer em janeiro do ano que vem. Mas até dezembro de 2012 serão consideradas corretas as duas formas ortográficas em concursos públicos e vestibulares, por exemplo. Algumas das principais mudanças são: o trema vai acabar, como em “cinqüenta” e “pinguim”, por exemplo. Algumas palavras vão perder o acento, como “assembleia” e “enjoo”. O acento diferencial, usado para distinguir o verbo “pára”, por exemplo, da prepReforma ortográfica: o que muda no nosso jeito de escrever?
Acordo entre vários países muda o português e o jeito de escrever. Conheça o troca-troca em acentos, hífens e tremas com o novo acordo ortográfico
A terceira língua mais falada do mundo ocidental vai passar por mudanças. O português está prestes a perder acentos, hífens e o trema. A intenção é unificar países e simplificar a escrita.
SAIBA MAIS: Entenda as mudanças no português com a reforma ortográfica
O acordo ortográfico da língua portuguesa foi assinado na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, e só começa a valer no ano que vem, mas as novas regras já preocupam estudantes. As mudanças já chegaram. “Basicamente, As mudanças já chegaram. “Basicamente, são mudanças ortográficas nos acentos, grafia, hífen, trema e alfabeto”, ensina o professor. Foram anos de estudo e de esforço para decorar as regras do português. Os dedicados alunos do segundo ano de uma escola estadual no Rio reclamam. “Vou estudar tudo novamente”, afirma uma aluna. “Vai ser muito estranho para poder acostumar”, diz outra jovem. O acordo ortográfico fechado entre os países de língua portuguesa já tem data para entrar em vigor no Brasil: começa a valer em janeiro do ano que vem. Mas até dezembro de 2012 serão consideradas corretas as duas formas ortográficas em concursos públicos e vestibulares, por exemplo. Algumas das principais mudanças são: o trema vai acabar, como em “cinqüenta” e “pinguim”, por exemplo. Algumas palavras vão perder o acento, como “assembleia” e “enjoo”. O acento diferencial, usado para distinguir o verbo “pára”, por exemplo, da preposição “para” também vai ser excluído. O hífen vai sumir em alguns casos, como “autoescola” e “semiaberto”, que viram palavras simples. As letras k, y e w, consideradas “estrangeiras”, passam a fazer parte de nosso alfabeto. As mudanças atendem a uma tentativa de unificar a língua portuguesa no mundo. “Eu acho isso possível e necessário para que a língua portuguesa seja, do ponto de vista internacional, adotada na ONU. Isso é estrategicamente importante para o nosso país e acho que nós vamos alcançar”, afirma o escritor e imortal Arnaldo Niskier. “Pessoalmente, eu sou contra. Acho que a língua, como a fotografia, é feita pelo povo. Não adianta o governo disciplinar”, defende o escritor e imortal Carlos Heitor Cony. O governo já decidiu o prazo para as mudanças, mas e dentro das salas de aula? Será que os professores vão ser rigorosos? “Tem que ser flexível, tolerante e um pouco compreensivo no início. Depois, no segundo momento, vem o rigor”, afirma o professor Jefferson Palmieri. Diante das reflexões realmente o que nos preocupa é o fato de recomeçar. Recomeçar pelos professores que terão que exercitar muito mais o aprender a aprender.
1 comentários:
é isso mesmo Lú, perdão pela intimidade, posso? Levanta, sacode a poeira e dê a volta por cima e mostre a essas meias dúzias que você é educadora e não professora, pois acredito que há uma grande diferença nos dias atuais. Ser professor não é só estar em sala de aula, ele tem que fazer a diferença, motivar o seu aluno. O que na maioria das vezes não acontece. Beijinhos e não esmoreça, estamos aqui para dividir os problemas e multiplicar soluções.
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